quinta-feira, 28 de outubro de 2010

POEMETOS II

" O Pensador" - Rodin
[PRÉ] OCUPAÇÕES

Não me apeteço da vida
no caos em que me edifico.
Nem sou cadência de tolo,
corro à frente da sombra
pra que não seja dela
reflexo de mim,
em sol de fresta janela.

O CRIVO

Se meus olhos fossem íntimos
à boca e dispensassem em mim
o crivo da razão, decerto eu
viveria só, em qualquer choupana
ou numa colônia de surdos,
[repreendendo minhas mãos].


A MÁGICA

Vivia a linha tênue
entre o Real e o imaginário, onde:
Real era a moeda dos vencimentos
e o tudo que se fazia com tão pouco,
[imaginário].



28 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Perfeito.
Tudo é matéria de poesia em suas mãos!!!

BeijooO*

valéria tarelho disse...

A mágica consiste na síntese de tamanhas ponderações. Muito bom, Pablo, gostei especialmente de O Crivo, talvez por me identificar com ele em todos os sentidos :)

Beijo,
v

Domingos Barroso disse...

a magia é esse olhar separado dos olhos é esse passo além do caminho
...

Belíssimos poemas.

Forte abraço,
camarada.

Colecionadora de Silêncios disse...

Pablo, poeta querido, vc escreve divinamente bem! :)

Adoro seus versos, pq eles estão entre a lucidez e a loucura dos sentidos. É um equilíbrio difícil de ser conseguido, mas vc o faz naturalmente e com tanta beleza, com tanta leveza que nos faz delirar.

Adoro ler-te! :)
Beijos

PS: Com relação aos seus comentários nos meus escritos, só tenho uma coisa a dizer: vc é um ótimo observador! rs :)

Lídia Borges disse...

Este pequenos poemas, de pequenos têm pouco.

Um prazer passar por aqui.

L.B.

Lua Nova disse...

Estar sempre um pouco além do possível, do real e poder sempre fazer tudo com tão pouco. Viver assim é mais rico, menos stressante e acho que é o que falta pras pessoas atualmente.
Gostei demais dos 3, mas particularmente do "A Magica".
Beijokas.

Lara Amaral disse...

Tudo foi mágico aqui, vc me tocou fundo. Poesia polida, bem construída, amei!

Beijo.

LauraAlberto disse...

no minimo perturbadores
adorei

obrigada pela sua visita no blogue

beijos
Laura

Zélia Guardiano disse...

Pablo, meu querido
Que riqueza de poema!
Lindo demais!
Tudo, pura magia...
Forte abraço

Livinha disse...

Pablo,
que beleza e profundidade de versos.
Sem palavras, como tanta reflexão é preciso.

O mágico é pra arrebentar!

Obrigada pelo carinho pelo meu aniversário...

Bjs

Livinha

Mirze Souza disse...

Pablo!

A imagem do "PENSADOR" faz jus aos três poemas.

O primeiro tocou fundo em minha alma: correr à frente da sombra....(imagem fantástica)

A intimidade possível dos olhos e da boca, e repreender as mãos numa colônia de surdos, devem ter crivado em brilhante coroa a razão.

É mesmo mágica a palavra em tuas mãos!

Bravíssimo!

Beijos, POETA!

Mirze

Rayuela disse...

edificarse en el caos
con los ojos íntimos
y
saltaríamos la línea
imaginaria

besos*

Carlos de Thalisson T. Vasconcelos disse...

Curiosidade:
escreve os seus poemas
de uma vez
ou os constrói
passo
a
passo?

Que louco! =]

so sad disse...

Não me apeteço da vida
no caos em que me edifico

este é o meu momento de vida...

beijo!

líria porto disse...

sim, moço, bons versos! então o último é primoroso.
besos

Cris de Souza disse...

língua afiadíssima...

a-do-ro!

beijo, meu caro.

Carlos de Thalisson T. Vasconcelos disse...

Ah, cara... Eu admiro a sua humildade, mas discordo. Eu nunca li um livro de poesias na vida. Tô só me aventurando. Você não apenas tem mais técnica, quanto consegue equilibrá-la ao seu sentimento. Parabéns.

Um abraço.

Adriana Karnal disse...

Pablo,
poemetos geniais...a sacada das mãos presas na colônia de surdos reflete muito bem o viver só...achaste excelente metáfora.

Rosane Marega disse...

Lindo!!!
Adorei!
Beijosss

Angela Reis (Luna Luz) disse...

Todos os três poemetos são perfeitos. Adorei! Seguindo-te =)

bjos

Rodrigo Passos disse...

parabéns! belo poema!

Priscilla Marfori... disse...

O Blog é Lindo!

Visitei e gostei! ;-)

B-Jos.

JB disse...

Faz-nos falta esse pensar, essa lucidez de não querer ser o reflexo da sombra e deixar de viver no "entre" ou no "caos".

Harmonia perfeita com Rodin!

Beijinho

Ingrid disse...

Pablo querido,
amo Rodin! teus versos pensantes são a expressão da magia da arte..
Um beijo carinhoso.

Batom e poesias disse...

Muito bom, todos os poemas, mas "O crivo" é demais!
Adorei.
bj

Rossana

Livinha disse...

Olá Pablo!
Viver em palavras muitas vezes nos faz viver sobremaneira, ao encontro de respostas, por todas as falas matreiras...

Feliz domingo e otimo feriado

Bjs

Livinha

Juan Moravagine Carneiro disse...

Meu caro...belíssimo seu novo espaço...e me desculpe pelo atraso

abraço

Canteiro Pessoal disse...

Pablo, belíssimo seu espaço, estou enamorada.

Abraços

Priscila Cáliga