quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PARADOXO

Frida Kahlo


Fosse tudo que nego, aquilo que busco
e o que sinto, as coisas que faço.
A palavra refutada o meu dizer mais coerente
e teu sentido, o maior engano.

Fosse esta escuridão tão clara quão demonstro
e esta chuva insensata só lágrima lastimada.
As curvas da vida tão fechadas quanto vejo
e as retas, imensas, largas e lisas quanto ensejo.

Fosse tudo assim paradoxo em verso solto e desmedido.
E eu tão livre de mim como escrevo tal dilema.
Fosse fácil fazer poesia de vida quase alheia. Alheio,
[assinaria este poema].

14 comentários:

Lara Amaral disse...

Facilmente me encontrei neste poema; alheios de nós mesmos, escrevemos e nos juntamos.

Beijo, querido.

Shirley disse...

Pablo,passei por aqui e adorei seus poemas.Voltarei sempre...

Ingrid disse...

Pablo querido,
paradoxos tão bem escritos e sentidos..
imagem perfeita!
Grande beijo.

Assis Freitas disse...

maravilha,


abraço

Mirze Souza disse...

Pablo!

Acho que somos todos paradoxais.

Que poema!!!!! De arrepiar!

Beijos, poeta!

Mirze

Zélia Guardiano disse...

Show, Pablo!
Show!
Você faz magia com palavras...
Demais, amigo!
Grande abraço

Rayuela disse...

bravo,Pablo!
tu paradoja me recordó a Borges...

te aplaudo!
(y acertadísima la pintura de Frida)


besos*

Zezinha Sousa disse...

Sensibilidade poética a flor da pele... Teus poemas são lindos, atraves deles Podemos saber de ti e os teus versos diz quem és. (como está escrito no perfil). Objetivo alcançado!

Um abraço, poeta!

Livinha disse...

Assim estamos sempre.
Alheios a nós mesmos, tropeçando sem senso, figurante de nossos ensejos..

Um encanto de poema.
Faz parte de nós...

Bjs

Livinha

Valéria Sorohan disse...

Que lindo seu poema, Pablo.

BeijooO*

Tania regina Contreiras disse...

Que poema maduro, Pablo! Vejo-o sutilmente crescendo na expressão poética, e eu aqui amando cada um de seus versos!
beijão

Cris de Souza disse...

sua língua está cada dia mais afiada...

balíssimo, pablo!

beijo, querido.

Rafael disse...

Interessante o poema, acho que combinou bem a imagem!
Abraço

Lídia Borges disse...

Dos opostos conjugados se faz a vida...
Gosto da pintura de Frida Kahlo. É como se tudo encontrasse a ordem dentro do caos.

Um beijo