quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

RESPOSTA A NIETZSCHE

Ousei ser diferente de ti
Buscando arduamente a verdade.
Como se já a tivesse visto por aí
Em qualquer manhã frívola
Descendo corredeiras ao nada.

Então lhe fiz a usual carantonha
De quem diz não importar-se.
Menti! Busquei contradito
Aquilo de que tanto falaste.

E não a encontrei no fim do rio.
Meu rio nem ao menos teve fim.
Mas ela não está lá, eu sei.
Ela nem existe em si
Apenas se faz, conforme a dança
E muda o passo
Julgando-se exaurida de sentidos
Quando meus passos se aproximam.

Veritas semper mutans”, Nietzsche.

16 comentários:

Mila Lopes disse...

Linda poesia Pablo...

Bjs de saudades!

Mila

Lara Amaral disse...

Há buscas que nos fazem mudar de ideia, de rumo. Aprende-se é na tortuosidade do caminho.

Beijo, Pablo!

Machado de Carlos disse...

Pois é, a filosofia nos trás muitas verdades. É a razão acima da emoção!

Zélia Guardiano disse...

Adoro Filosofia, meu querido Pablo!
Tanto que já lecionei esta matéria...
Sendo assim, encantei-me com os seus maravilhosos versos.
Demais!
Enorme abraço.

Mai disse...

Você conseguiu dialogar com a relatividade da verdade.

belo texto.

grande abraço

Rayuela disse...

el fin del río...estará cada vez más lejos? no sé qué me respondería Nietzsche...

adoro tus versos.

un beso*

Tania regina Contreiras disse...

Ela nem existe em si

A frase é uma boa síntese, Pablo...Não, ela não existe em si, e o ofício de Poeta forja as inúmeras faces da verdade, isso faz dos poetas seres privilegiados.

parabéns pelo poema, pela possibilidade vasta dos sentidos.

Beijo,

Lua Nova disse...

Um poema interessante. A verdade não tem cara própria. É mutável e relativa. Seu poema passeia nessas nuances e possibilidades. "ela não existe em si"... paradoxalmente, essa é a verdade...
Beijokas.

Marcantonio disse...

É de fato inquietante, Pablo, ter de aceitar a relatividade da verdade. Mas que ela se muda, corre dos nossos olhos tentados a vê-la como una, lá isso parece verdade! Até prova em contrário... Rs.

Um grande abraço de um leitor constante de Nietzsche!

Ingrid disse...

Pablo,
a perfeição.. belíssimo!
beijo .. saudades..

Mirze Souza disse...

A pedra filosofal é mutável. Existe verdade absoluta?

Pablo!

Um poema que arrasa, e nos faz pensar muito!

Beijos, poeta!

Mirze

Renata de Aragão Lopes disse...

Saudade daqui! : )

Assis Freitas disse...

a existencia e as suas desmedidas distancias, quanto mais perto de mim menos me acho,


abraço

Livinha disse...

Pablo amigo querido,

Passando....
Agradecendo as tantas vezes que estiveste comigo, agraciando o teu carinho na tua forma de ser.
Ofertando as tuas palavras no jeitinho proprio de você.
O Natal esta aí, despontando quão primavera, a florir nosso glorioso planeta terra, ensejando felicidade a todos os corações desse mundo em sua essência mais pura e bela, pela luz que brilha a presença de nosso mestre e irmão maior, Jesus.
Estarei logo em breve ofertando minha penúltima postagem deste ano, NATAL e logo mais deixando automaticamente a postagem de fim de ano que cairá dia 28 deste corrente e abençoado mês...
Me darei férias. Uma viagem em busca de energia, agasalhada do pensar...
Desejando cá de antemão, o meu mais afetuoso abraço, no desejo de que desfrutes de BOAS FESTAS junto aos teus familiares e amigos, teus afetos queridos, que estão sempre a te acompanhar.
Ensejando ainda que onde puderes dar a oportunidade de abraçar aqueles outros que pairam na solidão, esquecidos, ofertando-lhes uma palavra amiga ao curso de fraternidade e solidariedade como irmãos todos que somos, que assim seja feita a tua vontade...

Paz em teu lar. Luz a iluminar o teu caminho e o meu abraço apertado e assim dizer: Muito obrigada pelo teu carinho...

Beijos

Livinha

Shirley disse...

"...julgando-se exaurida de sentidos quando meus passos se aproximam". Profundo e lindo isso, Pablo. Abraços!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Quem, sério mesmo, quem não procura a verdade como se já a tivesse visto?
Seria esse o nosso engano?
Gostei muito, pq me tocou, lá, onde guardo crenças injustificáveis.