segunda-feira, 30 de maio de 2011

ALHEIO


Rosa dos Ventos


É admirável o mar alheio.
O submerso intencional
Onde ondas rasas não molham pés cansados
Grãos de areia não carecem de sentido
E o azul cristalino;
Ou verde desbotado jamais mentem.

Ali navega o descompromisso:
Naus fantasmagóricas
Tão distantes
Tão próprias
E desfeitas de conceitos arraigados
Que o mar alheio não teme julgamento.

É invariavelmente melhor
Talvez por isso ou aquilo
Talvez por tudo
Ou por não trazer em si a mácula
De tudo que nos pertence.



4 comentários:

Blog do Pizano disse...

o mar tem a soberba dos deuses

belo poema
belo blog

abs

Rayuela disse...

tal vez por todo...


besos*

ॐ Shirley ॐ disse...

Adoro vir aqui, Pablo. Lugar de belos poemas. Abraço!

MeandYou disse...

Olá, Pablo!
Que delícia seu blog e suas poesias!
Gostaria de convidá-lo a conhecer um projeto que lancei esta semana pela blogosfera e que tem tudo a ver com poetas e escritores.
Não deixe de me visitar, ok.

http://wwwmeandyou-meandyou.blogspot.com/

abraço carioca