terça-feira, 7 de junho de 2011

SUBENTENDIDO


Caravaggio


Me conheces tanto de um único dia
como se a vida inteira.
É loucura imaginar que me sabes tão bem
E porque sei de ti?
Loucos...
Somos mesmo loucos por nada
e toda matemática
ou cura que nos cabe.
Iguais...
Talvez nos vimos por aí
... Despercebidos...
Fronte a Judith de Caravaggio,
Rodin ou descendo, assustados aquela escada.
Não... Jamais a vi
Nem li em estórias mal contadas.
Onde estavas?


5 comentários:

Livinha disse...

Pablo,
Divino poema, maravilhoso
o que não se explica, o que não se duvida e onde estavas quando encontrou outra alma, como se fosse uma parte tua dividida...
perguntas que não se calam, respostas que se destinam a um tempo onde tudo se encaixa como um puzzlem o que não se explica...

Profundo e reflexivo poema...

Bjs

Livinha

Tiago disse...

Lindo poema.

T.

MIRZE disse...

Que poema, Pablo!

Lindo e inusitado!

Bravíssimo!

Beijos, poeta!

Mirze

Blog do Pizano disse...

no braços lúcidos
que sabem acolher nossa loucura

abs, Pablo

Renata de Aragão Lopes disse...

Que meigo...

Lembrei-me do filme
"Antes do amanhecer".

Beijo,
Doce de Lira