terça-feira, 5 de julho de 2011

Sem título

Leonardo Da Vinci


O astro, fosco, nasce a oeste
Como se já findo.
Girassóis obsoletos
Caminham perdidos
Nas curvas do mundo.
Tudo é torto demais.
O caule é preso.

Nada se vê à frente da tela
É quase fim de curso
Toda trilha desgastada
Pouco importa.
Não vem de lá.
O caule é preso.

O dia se arrasta parado
Até a revolta do tempo
A criação marca seis da tarde
A esperança se prende ao leste.
Seria recomeço?

Uma folha manchada
Rabiscada de ideais diz sim.
Mas as marcas. As raízes.
Os relevos
Tudo é profundo demais.
O caule é preso.