terça-feira, 5 de julho de 2011

Sem título

Leonardo Da Vinci


O astro, fosco, nasce a oeste
Como se já findo.
Girassóis obsoletos
Caminham perdidos
Nas curvas do mundo.
Tudo é torto demais.
O caule é preso.

Nada se vê à frente da tela
É quase fim de curso
Toda trilha desgastada
Pouco importa.
Não vem de lá.
O caule é preso.

O dia se arrasta parado
Até a revolta do tempo
A criação marca seis da tarde
A esperança se prende ao leste.
Seria recomeço?

Uma folha manchada
Rabiscada de ideais diz sim.
Mas as marcas. As raízes.
Os relevos
Tudo é profundo demais.
O caule é preso.

6 comentários:

Lara Amaral disse...

Apesar de fincado, o caule entorta, vê-se pela força que sopram suas palavras.

Beijo!

MIRZE disse...

Pablo!

Genial! O caule é preso porque representa a vida.

As raízes, os relevos e as marcas, levamos com nossa alma. O caule continuará preso depois de vergada a "figura"

Estonteante.

Bravo!

Beijos, poeta!

Mirze

Livinha disse...

Com tanto ao desejo de se ir, mas o caule é preso, quando nada ainda rarrefeito...

Belo, profundo e forte...

Bjs

Livinha

Ava disse...

Que saudade de aqui entrar Pablo, e deixar-me encantar com as tuas palavras e os teu poemas...

Beijinhos doces, Ava.

Adriana Aleixo disse...

Tem flores lhe esperando em meu blog...
Bjo!

Ingrid disse...

Pablo,
enraizamo-nos por vezes..
belos versos..
saudades..
beijos perfumados