sexta-feira, 19 de agosto de 2011

POESIA SEM TÍTULO


Caravaggio

III
Se derepente tudo que quero se converge em forma
numa pele branca de olhos temperamentais,
tudo que me trouxe até aqui valeu à pena.

Se derepente tudo que pensei conversa comigo
tão meiga e doce que me permito ser visto
sem trajes falsos e me revelo sem porque
Todo erro que cometi me escondendo valeu à pena.

Se derepente o instante pede que seja você a me fazer maior...
Que assim seja...
Enquanto o de repente dos dias mágicos existir.