sexta-feira, 19 de agosto de 2011

POESIA SEM TÍTULO


Caravaggio

III
Se derepente tudo que quero se converge em forma
numa pele branca de olhos temperamentais,
tudo que me trouxe até aqui valeu à pena.

Se derepente tudo que pensei conversa comigo
tão meiga e doce que me permito ser visto
sem trajes falsos e me revelo sem porque
Todo erro que cometi me escondendo valeu à pena.

Se derepente o instante pede que seja você a me fazer maior...
Que assim seja...
Enquanto o de repente dos dias mágicos existir.

6 comentários:

Ingrid disse...

a eternidade em um momento..
é o amor..
beijos Pablo..

MIRZE disse...

Belíssimo, Pablo!

O "de repente existe" e a magia dos dias também!

Parabéns, poeta!

Beijos

Mirze

Adriana Aleixo disse...

...Que lindo! Alguém em quem nos vemos e nos encontramos. O amor sem máscaras, sem fingimento. A esse amor tudo vale a pena.

Bjo!

Livinha disse...

Tudo a correr solto, a natureza faz o composto.
Expectativas se deixa em casa, confundi os olhos da procura. Melhor que seja sobre as ondas naturais...

Belíssimo poema meu amigo senti saudades daqui...

bjs

Livinha

Miriam disse...

Sempre vale a pena...

Fátima disse...

Oi Pablo!!
Que declaração mais linda!!

Estou voltando, saudades
Beijo meu