quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SEM TÍTULO


Sopra, aguda, a pétala
Despetalai...
Bem me quer, mau me quer
um grão, um sopro, um ponteiro,
um abrir de pálpebras a mais.
Tanto a mais...

Tanto faz...
Esta louca salinidade
a percorrer a face amarga.
As marcas, os sedimentos,
o rio que corre desavisado
Ao mar...

Amar...
Irrigar quão rosa alheia, incolor
invisível, tormentosa.
Tanto faz...
Apenas sopre, aguda, a pétala
de toda existência
Despetalai...

Ps.. Esta é a capa do meu primeiro livro... É uma grande realização!