quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

AMPULHETA



A vida parou na moldura...
Sobre o criado empoeirado,
Fotos em preto e branco, nostalgia
E saudade crua de coisas
Que em tempo jamais existiram.

Sopra um vento, aguçando a mangueira
Vem chuva penetrando as frestas do barro;
A janela é de madeira... Velha madeira.

Nesse instante tudo é lento demais.
Olhar fixo, testa franzida
A areia do tempo sinteriza:
Nada se cria, nada se move;
E o detalhe de uma vida inteira
Escapa entre os dedos.

9 comentários:

MIRZE disse...

Salve, Pablo!

Essa dissertativa sobre o tempo, a fotografia e sua poesia, estão demais.

Tris e belo poema. Além de verdadeiro.

Beijos, poeta!

Mirze

Adriana Aleixo disse...

Belíssimo, Pablo!

As imagens nos saltam os olhos!
Bejinho!

Machado de Carlos disse...

No detalhe uma janela, moldura de um quadro de chuva. O vento arde e o retrato amarelado sente feridas do pretérito.

ॐ Shirley ॐ disse...

Numa moldura, o tempo eterniza o flash de uma existência.Bonito poema , Pablo. Beijo no coração!

Margarida disse...

Belo retrato! :)

Valéria Sorohan disse...

O tempo é cruel!

BeijooO*

NOEMI disse...

NOSSA que maravilha...escraves muito bom.PARABENS.BJS

Karine Tavares disse...

Teu blog é lindo! Parabéns!
Vem conhecer o meu:

leiakarine.blogspot.com

Pat. disse...

No quadro jaz uma, duas vidas... O tempo é sempre inimigo, não volta e se torna sempre antigo. Só a saudade perdura!

Parabéns por seu blog.

Beijinho