segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ENCRUZILHADA

De mim se vai, desavisado, o poeta
Para a vida, a estrada, o paradoxo,
A ideia frágil da tela que se pinta
Enquanto há curva no vale a ferro aberto
(E seu progresso).

Talvez retorne logo mais
Às seis da tarde dos dias.
Ou qualquer domingo lento
Que se arraste no alto de uma serra
Onde apenas o frio passa,
Canta, envolve, assobia
E marca a eternidade do verso vivido
(Quase sem saber).

4 comentários:

Centelha Luminosa disse...

Quase sem saber?
Estranho...Me parece que o poeta sabe o que faz...e muito!
Sua poesia me encheu os olhos de brilhos e o coração de música.

Gostei demais do teu jeito de perceber o mundo. Por isso, tô te seguindo, quem sabe aprendo alguma coisa?

Beijinhos da Lu...

Adriana Aleixo disse...

Que bom que você voltou!

Lindo poema!!!

Não some, não.

MIRZE disse...

Ave, Pablo!

Bem vindo ao mundo dos poetas loucos como eu.

Um excerlente poema!

Beijos

Mirze

Tatiana disse...

Bonito. Deixe o poeta solto, assim mesmo, desavisado, que é isso que ele veio ser.
Abraço!