terça-feira, 18 de setembro de 2012

Girassol


Sempre menino, de olhar sequioso
ligado a tal girassol paralítico
numa gestação de por fazer e ser
interminável.

Seu tempo jamais chegou.
O tempo sempre passa.

Mal soube, preso ao parapeito
que dos lados é que viria
a hora certa
se o presente fosse um presente
que a todos contempla.

Uma janela nem sempre
é espaço demais.
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7 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Que bom te ler! :-) Faz tempo não ouço a voz da tua poesia, Pablo. Uma janela às vezes é fresta. Te ler, no entanto, é festa! rs
Beijos,

Adri Aleixo disse...

Ei moço lindo,

Por onde você anda? Seria por uma cidadezinha chamada Ouro Branco?


Belo poema! "o tempo sempre passa"

Beijo!

Machado de Carlos disse...

A Janela ofusca raios de Luz. E que sejam luzes solares!
Abraços Amigo!
Tudo de bom!

Catia Bosso disse...

Poxa! Que legal chegar aqui junto com Girassol... os amo!

Uma janela pode sufocar/ aprisionar/ matar... quando deveria ser uma passagem livre né...

bjssssss meussssss

Catita

Sônia Brandão disse...

Estão descobrindo que os girassóis de Van Gogh eram doentes.
O tempo sempre passa, mas nem sempre chega.

bj

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Desci até ao Curipira e deduzi que você é o Pablo Picasso das palavras bem ditas...
Vou voltar!
Em tempo: um abraço!

Lídia Borges disse...


Uma janela é sempre uma barreira entre o "dentro" e o mundo.


Um beijo