segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Reflexo


Não foi por desprezo que fingiu não ligar
quando foste embora e teu pensamento
já desconexo
pareceu comunicar-se em código morse.

Nunca soube a verdade de tuas visitas.
[Honestamente]
pouco se acostumou com o que jogas
dela no papiro sem te preocupares
com o universo fora da bolha.

É quase cruel crer que
por vezes
pouco mereceu decifra-se
pouco permitiu descrever-se
sem torcer o nariz.

Não ao acaso, renunciou ao soneto
quando decidiu não ler-se mais em ti
se afastando da concavidade do espelho.

8 comentários:

Machado de Carlos disse...

Os espelhos com seus reflexos criam milhares de imagens que chegam a formas de códigos Vitais!
Um grande abraço, querido amigo!

Lídia Borges disse...


A verdade da mentira...

Um beijo

BRECHÓ DO SUL . PODE SER !!! disse...

BOM DIA !!

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OBRIGADA

MARCIA REGINA

ॐ Shirley ॐ disse...

É sempre muito bom ler os seus poemas, Pablo. Um beijo!

Assis Freitas disse...

breve ensaio sobre espelhos: miragem de imagem


abraço

Machado de Carlos disse...

O som leva ao mundo de um jogo indescritível. As visitas fazem morada na casa dos pensamentos. A despedida marca que um se finalizou. Haveria uma ligação caso houvesse um sentimento maior.

Felicidades, nobre Amigo!

Enigmático Byjotan disse...

Nós por nós mesmo!O espelho que me revela.Parabéns.Abraço carinhoso de leitor.:-BYJOTAN.

Valéria Sorohan disse...

Espelhos, tão complexos nos seus reflexos.

BeijooO*