sábado, 13 de abril de 2013

PLURALIDADE



Das coisas hora estranhas
prendo-me à chuva lá fora
no momento em cinza

buscando entender o crioulinho
que pula, pia e sacoleja as penas
espalhando as gotas lhe oferecidas.

O varal não lhe é disfuncional
agora, como a mim, que recebo
a hora mais lenta de mal grado

sem saber se temos olhos iguais
já que o que há dentro é diferente
e o mundo, feito em camadas

diverge absoluto entre a tela,
comprada em um brechó barato,
de ideias comuns

e o imaginário solitário
que cada ser constrói
sobre a mesma chuva
dentro e fora de si mesmo.

10 comentários:

Ingrid disse...

bom te ler um pouco...
beijo Pablo e um belo final de semana.

Adri Aleixo disse...

Nossa, que pluralidade!
tão ímpar e pura como aquele que a saboreia sob a chuva.

Beijo!

Lídia Borges disse...


Dos estranhos que nos sabemos e somos.


Um beijo

Eleonora Marino Duarte disse...

relatividade de impressões, mundos vistos por nossos mundos particulares, quando estamos homem ou quando nos imaginamos a imaginar estarmos pássaro.

belíssimo.

o pássaro, naturalmente, haverá de ter também uma impressão de ti.


beijo.

Carlos Hamilton disse...

Gostei do seu espaço, estou te seguindo.
http://www.blogdocarloshamilton.blogspot.com

Renata de Aragão Lopes disse...

Eu e você a falarmos do imaginário, Pablo. Ele existe?

Beijo doce de lira.

Sônia Brandão disse...

Feliz é o pássaro que só sente a chuva, não precisa saber nada dela e nem de si.

bj

Sinval Santos da Silveira disse...

Boa noite!
Recebas meu aplausos,teu trabalho é maravilhoso.
Sinval

Parapeito disse...

e que bom é sentir assim a chuva...pássaro ou homem...
brisas doces **

Augusto Sperchi disse...

Oi Pablo!
Estou aqui a esmo conhecendo seu belo espaço e, confesso, pasmo. Pasmo e com um leve sorriso pelo deleite que tive, poeta. Sei diferenciar muito bem o belo do feio que mais há nestas paragens virtuais. E continuo pasmo. Ainda bem!
Um abraço!